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Museu de Filatelia de Portugal

📌 “Este blog integra o ecossistema: Museu de Filatelia Sérgio Pedro: Estudos, peças raras, maximafilia, marcofilia e história postal.

terça-feira, 14 de julho de 2026

A Coleção "Costumes Portugueses" de José Belchior

 

O blog do Museu de Filatelia de Portugal apresenta hoje uma viagem fascinante pela história postal e pela etnografia do nosso país através da coleção particular de José Manuel Antonino Belchior. Focada na emblemática Série B de Bilhetes-Postais Ilustrados de 1941, esta coleção é um testemunho vivo da riqueza cultural das regiões portuguesas do continente e das ilhas.
A Arte de Alberto de Sousa ao Serviço do Correio
Emitida originalmente em abril de 1941 e retirada de circulação em outubro de 1945, esta belíssima coleção é composta por 39 bilhetes-postais. Cada um deles reproduz com rigor e sensibilidade as aguarelas do prestigiado pintor e ilustrador Alberto de Sousa.
Através do traço do artista, somos transportados para o Portugal rural e tradicional da primeira metade do século XX. A coleção imortaliza figuras típicas como:
  • O vibrante Pauliteiro de Miranda do Douro.
  • A elegante Lavradeira de Viana do Castelo.
  • O icónico Campino do Ribatejo.
  • As tradicionais peixeiras, pastores e camponeses de norte a sul do país.
Curiosidades Tarifárias e a Sobretaxa de 1952
Para além do inegável valor artístico e etnográfico, as peças desta coleção revestem-se de grande interesse para os entusiastas da história postal devido às suas alterações tarifárias.
No serviço interno, estes postais foram inicialmente taxados a $25, tendo um custo de venda de 1$00 já com a franquia incluída. No entanto, a história destas peças estendeu-se no tempo: em 1952, os exemplares sobrantes receberam uma sobretaxa de $50, atualizando o seu preço de venda. O mesmo tratamento foi aplicado às variantes destinadas ao correio internacional, que diferiam apenas no selo de 1$00 e no custo inicial de 1$75.
Esta coleção de José Belchior constitui uma peça preciosa de preservação da memória histórica e visual de Portugal. É uma paragem obrigatória para quem estuda a evolução das taxas postais e a união perfeita entre a arte e a filatelia.

terça-feira, 7 de julho de 2026

O SUL DE ANGOLA NA DÉCADA DE 1920 - Coleção de Aurélia Parreira


👉 (Clique aqui ou na imagem para aceder à coleção completa em PDF)

No primeiro quartel do século XX, o sul de Angola — delimitado pelos distritos de Moçâmedes e da Huíla — afirmou-se como um território de profunda singularidade no contexto ultramarino português. Paralelamente ao desenvolvimento económico assente na pesca costeira, nas frentes agrícolas do planalto e na expansão do caminho-de-ferro, a região preservou uma das mais ricas e intactas tapeçarias etnolinguísticas do continente africano, com especial destaque para os povos do grupo Nyaneca-Khumbi, como os Mundumbas e os Mumuilas (Muila).

É neste cenário de transição que a casa comercial e editora José Pinho Trindade, Lda., sediada na cidade costeira de Moçâmedes, opera como um agente de registo documental e de memória visual. Através da produção de bilhetes postais ilustrados em colotipia, a firma imortalizou não apenas a geografia física e as frentes urbanas em consolidação, mas também a dignidade dos tipos humanos, os seus trajes, ritos, adereços e quotidianos laborais.

Esta coleção documental estuda, ao longo de 8 fólios, a representação visual e a cartofilia regional editada por Pinho Trindade. A seleção exposta sistematiza a transição entre a paisagem construída e a riqueza antropológica autóctone, culminando na análise técnica do reverso postal, cujo grafismo reflete as exigências de circulação internacional determinadas pela União Postal Universal (UPU) na época.

 

A Costa de Lagos na Belle Époque (Fotografias de Crisógono dos Santos) - Coleção de Aurélia Parreira

 

Apresentada por Aurélia Parreira, esta coleção convida-nos a viajar no tempo através de uma série pioneira de bilhetes postais ilustrados do início do século XX. Gravados na emblemática tonalidade sépia da fototipia antiga, estes cartões resgatam o olhar artístico e documental de António Crisógono dos Santos (1862–1934), uma das figuras mais marcantes da história lacobrigense.

Mais do que meras recordações de viagem, estes postais registam a imponência selvagem e intocada da Ponta da Piedade e das praias de Lagos. Sob a salvaguarda e o olhar atento de Aurélia Parreira, este arquivo renasce não apenas como um testemunho da era dourada da cartofilia em Portugal, mas como uma homenagem indispensável à identidade e à memória visual da Costa Algarvia.


📬 Nota: Pode encontrar mais imagens de postais históricos na página da Fototeca Municipal de Lagos! 📸 Clique para explorar esta fantástica coleção complementar. 🏛️


quinta-feira, 28 de maio de 2026

Acervo & Ensaio — Museu de Filatelia Sérgio Pedro: «A Filatelia Temática» de Eurico Cardoso (1983)


Acervo & Ensaio — Museu de Filatelia Sérgio Pedro: CARDOSO, Eurico — A Filatelia Temática: História, ...: Ficha de Inventário: PT-LIV-1983-AFT-EAC-LIS 1. Identificação Técnica e Editorial Tipo de Objeto: Livro impresso de cariz técnico e monográfico.

Se hoje a Filatelia Temática é uma das modalidades mais vibrantes, concorridas e fascinantes das exposições de colecionismo em todo o mundo, o caminho até à sua aceitação institucional foi feito de persistência, debate e muita paixão. Na publicação de hoje do blog do Museu de Filatelia de Portugal, viajamos até ao ano de 1983 para folhear uma obra fundamental da nossa literatura filatélica: A Filatelia Temática: História, Aspectos e Regras, da autoria de Eurico Carlos Esteves Lage Cardoso.
Publicado numa cuidada edição de autor em Lisboa, este volume de capa amarela viva — onde figuram ilustrados selos marcantes do início da década de 1980 (como as emissões de Natal de 1981, Açores e a Lubrapex 82) — é muito mais do que um simples manual de instruções. É uma autêntica crónica histórica e um manifesto doutrinário.

🗺️ Da "Nova Filatelia" aos Regulamentos Modernos
Ao longo das suas páginas, Eurico Cardoso guia-nos numa viagem cronológica detalhada que começa na década de 1950, o período do pioneirismo daquilo a que se chamava a "Nova Filatelia" ou "Filatelia Construtiva". O autor documenta com precisão a "batalha das temáticas" no nosso país, o papel crucial dos primeiros jornalistas e jurados especializados, e as intensas discussões conceituais que dividiram os "Clássicos" (focados no estudo estrito do selo e da história postal) e os "Temáticos" (focados no desenvolvimento narrativo de um assunto).
O livro funciona também como um valioso repositório normativo da época. Nele encontramos compilações e comentários aos primeiros regulamentos da Federação Internacional de Filatelia (FIP), pareceres da influente doutrina francesa e listas históricas de "selos especulativos" cuja inclusão era proibida em certames oficiais.

🛠️ Um Guia Prático com "Planos-Piloto"
Para além da vertente histórica, o manual destaca-se pelo seu profundo impacto pedagógico. Nas secções finais, o autor oferece conselhos práticos que ainda hoje ecoam na comunidade filatélica: desde a escolha e estudo de um tema, passando pela elaboração do "plano roteiro", até às técnicas de escrita e à correta fixação física das peças nas folhas de exposição.
Para ilustrar a teoria, a obra inclui planos detalhados de coleções reais que servem de modelo, abordando temas clássicos como:
  • 🚂 O Caminho de Ferro
  • 🎨 A Arte do Negro e Branco
  • 🌿 A Europa protege a sua natureza

🏛️ O Olhar do Museu: Porquê a sua Importância Hoje?
No contexto do acervo do Museu de Filatelia de Portugal, este exemplar é um documento patrimonial de conservação obrigatória. Numa era anterior à democratização da internet, as edições de autor especializadas eram os verdadeiros faróis de conhecimento para os colecionadores portugueses.
Esta obra transcede o colecionismo privado e ajuda-nos a compreender o papel sociocultural da filatelia — que o próprio autor defendia como um veículo de cultura, educação e até de terapia. É uma peça indispensável para quem deseja estudar a maturidade técnica e a evolução das coleções competitivas portuguesas no último quartel do século XX.

terça-feira, 24 de março de 2026

Dar Sangue é Dar Vida (Coleção de António Esteves)

 

Esta coleção filatélica de António Esteves apresenta uma vasta gama de materiais filatélicos dedicados à sensibilização para a dádiva de sangue em diversos países. Através de envelopes circulados, selos personalizados e postais comemorativos, os documentos ilustram o papel das instituições de saúde e grupos de dadores na promoção desta causa humanitária. O acervo abrange várias décadas e geografias, destacando exemplares de nações como França, Itália, Espanha e Holanda. Muitas das peças exibem marcas postais e ilustrações que celebram o altruísmo, assinalando datas importantes como o Dia Mundial do Dador de Sangue. Estas fontes constituem, assim, um registo visual e histórico da divulgação pública e do reconhecimento social dado aos dadores voluntários.



domingo, 22 de março de 2026

Deutsche Maxiphil - Edition Maximumkarten (2.º trimestre 1991)

ÍNDICE – ALEMANHA 1991

(Maximumkarten / Maximum Cards)

 

9 abril

· 750 Anos da Batalha de Liegnitz

· 125 Anos da Associação Lette (Lette-Verein)

· Juventude: Borboletas Ameaçadas

· Colias phicomone (Alpen-Gelbling)

· Limenitis populi (Großer Eisvogel)

· Apatura iris (Großer Schillerfalter)

· Lycaena helle (Blauschillernder Feuerfalter)

· Papilio machaon (Schwalbenschwanz)

· Parnassius phoebus (Alpen-Apollo)

· Colias palaeno (Hochmoorgelbling)

· Lycaena díspar (Großer Feuerfalter)

· 200 Anos da Sing-Akademie de Berlim

· História do Transporte Aéreo Postal

 

02 maio

· Satélite ERS-1 e Telecomunicações (Europa)

· 700 Anos de Direitos de Cidade (6 Cidades)

· 75º Aniversário da Morte de Max Reger

· Início do Serviço de Alta Velocidade (ICE)

 

terça-feira, 17 de março de 2026

Deutsche Maxiphil - Edition Maximumkarten (1.º trimestre 1991)


A incorporação da coleção Deutsche Maxiphil no Museu de Filatelia Sérgio Pedro contribui para ampliar a compreensão das práticas internacionais de maximafilia. Estas edições oficiais da Deutsche Bundespost permitem ao museu apresentar exemplos consistentes de articulação entre imagem, selo e carimbo, fundamentais para o estudo deste ramo da filatelia.

A coleção oferece ainda um recurso útil para contextualizar temas relevantes da história e da cultura alemã, permitindo estabelecer paralelos com outras tradições postais representadas no acervo. Dessa forma, a presença da Deutsche Maxiphil não pretende assumir um caráter de destaque, mas sim enriquecer silenciosamente o conjunto museológico, apoiando a missão do museu de documentar, preservar e divulgar a diversidade filatélica.

8 janeiro

· 100.º Aniv. Erich Buchholz

· 200 Anos Porta de Brandemburgo

· 750 Anos Hannover

· 750 Anos Profissão de Farmacêutico

· Mulheres da História Alemã: – Elisabet Boehm – Käthe Kollwitz

· 25.ª Feira Internacional de Turismo – ITB

· Mundiais de Bobsleigh – Altenberg

· 100.º Aniv. Walter Eucken

17 janeiro

· 100.º Aniv. Walter Eucken

14 fevereiro

· Mulheres da História Alemã:– Sophie Scholl– Bertha von Suttner

· Para o Desporto:
– Peso
– Ciclismo
– Basquetebol
– Luta

· 400.º Nasc. Friedrich Spee von Langenfeld

2 março

· 25.ª Feira Internacional de Turismo – ITB

12 março

· 100.º Falecimento. Ludwig Windthorst

· Natureza e Ambiente

· Rennsteiggarten Oberhof:

· Schweizer Mannsschild

· Wulfens Primel

· Sommerenzian

· Preiselbeere

· Alpenedelweiß

· 400.º Aniv. Jan von Werth