Pesquisar neste blogue

Museu de Filatelia de Portugal

📌 “Este blog integra o ecossistema: Museu de Filatelia Sérgio Pedro: Estudos, peças raras, maximafilia, marcofilia e história postal.
Mostrar mensagens com a etiqueta Aurélia Parreira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Aurélia Parreira. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 7 de julho de 2026

O SUL DE ANGOLA NA DÉCADA DE 1920 - Coleção de Aurélia Parreira


👉 (Clique aqui ou na imagem para aceder à coleção completa em PDF)

No primeiro quartel do século XX, o sul de Angola — delimitado pelos distritos de Moçâmedes e da Huíla — afirmou-se como um território de profunda singularidade no contexto ultramarino português. Paralelamente ao desenvolvimento económico assente na pesca costeira, nas frentes agrícolas do planalto e na expansão do caminho-de-ferro, a região preservou uma das mais ricas e intactas tapeçarias etnolinguísticas do continente africano, com especial destaque para os povos do grupo Nyaneca-Khumbi, como os Mundumbas e os Mumuilas (Muila).

É neste cenário de transição que a casa comercial e editora José Pinho Trindade, Lda., sediada na cidade costeira de Moçâmedes, opera como um agente de registo documental e de memória visual. Através da produção de bilhetes postais ilustrados em colotipia, a firma imortalizou não apenas a geografia física e as frentes urbanas em consolidação, mas também a dignidade dos tipos humanos, os seus trajes, ritos, adereços e quotidianos laborais.

Esta coleção documental estuda, ao longo de 8 fólios, a representação visual e a cartofilia regional editada por Pinho Trindade. A seleção exposta sistematiza a transição entre a paisagem construída e a riqueza antropológica autóctone, culminando na análise técnica do reverso postal, cujo grafismo reflete as exigências de circulação internacional determinadas pela União Postal Universal (UPU) na época.

 

A Costa de Lagos na Belle Époque (Fotografias de Crisógono dos Santos) - Coleção de Aurélia Parreira

 

Apresentada por Aurélia Parreira, esta coleção convida-nos a viajar no tempo através de uma série pioneira de bilhetes postais ilustrados do início do século XX. Gravados na emblemática tonalidade sépia da fototipia antiga, estes cartões resgatam o olhar artístico e documental de António Crisógono dos Santos (1862–1934), uma das figuras mais marcantes da história lacobrigense.

Mais do que meras recordações de viagem, estes postais registam a imponência selvagem e intocada da Ponta da Piedade e das praias de Lagos. Sob a salvaguarda e o olhar atento de Aurélia Parreira, este arquivo renasce não apenas como um testemunho da era dourada da cartofilia em Portugal, mas como uma homenagem indispensável à identidade e à memória visual da Costa Algarvia.


📬 Nota: Pode encontrar mais imagens de postais históricos na página da Fototeca Municipal de Lagos! 📸 Clique para explorar esta fantástica coleção complementar. 🏛️


quarta-feira, 25 de junho de 2025

Coleção de Calendários de Bolso – Aurélia Parreira


A coleção de calendários de bolso reunida por Aurélia Parreira é um verdadeiro tesouro gráfico e histórico, que atravessa décadas de memória visual e cultural. Composta por exemplares que vão desde os anos 1980 até aos anos 1990, esta coleção reflete não apenas o design e a estética de diferentes épocas, mas também os costumes, marcas, instituições e até mesmo os interesses populares de cada período.

Entre os temas recorrentes, destacam-se:

  • Publicidade e Marcas: Empresas como Bébécar, Sagres, Ford, e CORESA estão representadas, revelando a evolução da publicidade e da identidade visual das marcas ao longo do tempo.
  • Fauna e Natureza: Séries como “Habitantes da Savana” e “Coleção de Cães” mostram o fascínio pela vida animal, com ilustrações detalhadas e educativas.
  • Notas e Moedas: Alguns calendários reproduzem imagens de notas antigas de Portugal e de outros países, oferecendo um vislumbre da história monetária.
  • Transportes e História Postal: A presença de imagens da Mala-Posta, elétricos e autocarros antigos de Lisboa evoca a evolução dos transportes e da comunicação.
  • Zodíaco e Cultura Popular: Elementos astrológicos e referências culturais completam a diversidade temática da coleção.

Mais do que simples objetos utilitários, estes calendários são pequenas janelas para o passado, cada um contando uma história própria. A coleção de Aurélia Parreira é uma homenagem à memória gráfica e à riqueza cultural que os calendários de bolso representam.