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Museu de Filatelia de Portugal

📌 “Este blog integra o ecossistema: Museu de Filatelia Sérgio Pedro: Estudos, peças raras, maximafilia, marcofilia e história postal.
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domingo, 4 de outubro de 2026

Editores e Fotógrafos da África Colonial Pequeno Catálogo de Postais Ilustrados de Angola e São Tomé (c. 1900–1930) - coleção de Aurélia Parreira

 

Página de apresentação do catálogo 'Editores e Fotógrafos da África Colonial: Pequeno Catálogo de Postais Ilustrados de Angola e São Tomé (c. 1900–1930)'. O documento pertence à coleção de Aurélia Parreira e apresenta um índice estruturado em sete coleções dedicadas a fotógrafos e editores coloniais do início do século XX

Este pequeno catálogo reúne uma seleção contida, mas historicamente valiosa, de bilhetes-postais ilustrados pertencentes à coleção particular de Aurélia Parreira. O acervo dedica-se à documentação visual de territórios africanos sob administração portuguesa — abrangendo diferentes distritos de Angola e a realidade insular do arquipélago de São Tomé e Príncipe — ao longo do primeiro quartel do século XX.

Diferenciando-se pela sua organização estrutural, o catálogo encontra-se mapeado em torno dos editores e fotógrafos cujas produções moldaram a iconografia e a circulação de imagens coloniais da época. Através desta abordagem, o conjunto permite examinar não só o desenvolvimento de infraestruturas, transportes e malhas urbanas, mas também a profunda riqueza antropológica e etnolinguística das comunidades autóctones.

Sem pretensões de exaustividade, este breve roteiro documental funciona como um testemunho visual e um registo íntimo das paisagens, dos quotidianos laborais e das memórias técnicas que definiram o início de novecentos.

Coleções

· Coleção I — São Tomé e Príncipe em Quatro Postais

Edição de António Duarte d'Oliveira & Cª e Impressão em Fototipia Baudinière (1.º Quartel do Séc. XX)

· Coleção II — Casa Novecentos

Paisagens, Quotidianos e Memórias de Angola e São Tomé (c. 1900–1930)

· Coleção III — Cabinda no Início do Século XX

Cinco Olhares pela Lente de Justino de Sousa (c. 1905–1912)

· Coleção IV — Moçâmedes Muda

Quotidiano, Urbanismo e Etnografia no Sul de Angola (c. 1908–1920)

· Coleção V — Cinco Olhares sobre Moçâmedes

Postais da Firma Júlio Rogado Leitão (c. 1908–1920)

· Coleção VI — Moçâmedes no Início do Século XX

Cinco Olhares pela Lente de Teles Grilo (Anos 1920)

· Coleção VII — O Sul de Angola na Década de 1920

Etnografia, Paisagem e Identidade nas Edições de José Pinho Trindade, Lda.

 

 

terça-feira, 7 de julho de 2026

O SUL DE ANGOLA NA DÉCADA DE 1920 - Coleção de Aurélia Parreira


👉 (Clique aqui ou na imagem para aceder à coleção completa em PDF)

No primeiro quartel do século XX, o sul de Angola — delimitado pelos distritos de Moçâmedes e da Huíla — afirmou-se como um território de profunda singularidade no contexto ultramarino português. Paralelamente ao desenvolvimento económico assente na pesca costeira, nas frentes agrícolas do planalto e na expansão do caminho-de-ferro, a região preservou uma das mais ricas e intactas tapeçarias etnolinguísticas do continente africano, com especial destaque para os povos do grupo Nyaneca-Khumbi, como os Mundumbas e os Mumuilas (Muila).

É neste cenário de transição que a casa comercial e editora José Pinho Trindade, Lda., sediada na cidade costeira de Moçâmedes, opera como um agente de registo documental e de memória visual. Através da produção de bilhetes postais ilustrados em colotipia, a firma imortalizou não apenas a geografia física e as frentes urbanas em consolidação, mas também a dignidade dos tipos humanos, os seus trajes, ritos, adereços e quotidianos laborais.

Esta coleção documental estuda, ao longo de 8 fólios, a representação visual e a cartofilia regional editada por Pinho Trindade. A seleção exposta sistematiza a transição entre a paisagem construída e a riqueza antropológica autóctone, culminando na análise técnica do reverso postal, cujo grafismo reflete as exigências de circulação internacional determinadas pela União Postal Universal (UPU) na época.

 

A Costa de Lagos na Belle Époque (Fotografias de Crisógono dos Santos) - Coleção de Aurélia Parreira

 

Apresentada por Aurélia Parreira, esta coleção convida-nos a viajar no tempo através de uma série pioneira de bilhetes postais ilustrados do início do século XX. Gravados na emblemática tonalidade sépia da fototipia antiga, estes cartões resgatam o olhar artístico e documental de António Crisógono dos Santos (1862–1934), uma das figuras mais marcantes da história lacobrigense.

Mais do que meras recordações de viagem, estes postais registam a imponência selvagem e intocada da Ponta da Piedade e das praias de Lagos. Sob a salvaguarda e o olhar atento de Aurélia Parreira, este arquivo renasce não apenas como um testemunho da era dourada da cartofilia em Portugal, mas como uma homenagem indispensável à identidade e à memória visual da Costa Algarvia.


📬 Nota: Pode encontrar mais imagens de postais históricos na página da Fototeca Municipal de Lagos! 📸 Clique para explorar esta fantástica coleção complementar. 🏛️


quarta-feira, 25 de junho de 2025

Coleção de Calendários de Bolso – Aurélia Parreira


A coleção de calendários de bolso reunida por Aurélia Parreira é um verdadeiro tesouro gráfico e histórico, que atravessa décadas de memória visual e cultural. Composta por exemplares que vão desde os anos 1980 até aos anos 1990, esta coleção reflete não apenas o design e a estética de diferentes épocas, mas também os costumes, marcas, instituições e até mesmo os interesses populares de cada período.

Entre os temas recorrentes, destacam-se:

  • Publicidade e Marcas: Empresas como Bébécar, Sagres, Ford, e CORESA estão representadas, revelando a evolução da publicidade e da identidade visual das marcas ao longo do tempo.
  • Fauna e Natureza: Séries como “Habitantes da Savana” e “Coleção de Cães” mostram o fascínio pela vida animal, com ilustrações detalhadas e educativas.
  • Notas e Moedas: Alguns calendários reproduzem imagens de notas antigas de Portugal e de outros países, oferecendo um vislumbre da história monetária.
  • Transportes e História Postal: A presença de imagens da Mala-Posta, elétricos e autocarros antigos de Lisboa evoca a evolução dos transportes e da comunicação.
  • Zodíaco e Cultura Popular: Elementos astrológicos e referências culturais completam a diversidade temática da coleção.

Mais do que simples objetos utilitários, estes calendários são pequenas janelas para o passado, cada um contando uma história própria. A coleção de Aurélia Parreira é uma homenagem à memória gráfica e à riqueza cultural que os calendários de bolso representam.